Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Se nao tivesse havido escravidao...

Nao teriamos isto....

 

 


15 brutos comentários:
De John Lenin a 23 de Janeiro de 2009 às 20:52
Esse é o gajo que tocou órgão mágico no Let it be...Mas não usava aquele penteado nem fatos amarelos.


De Flá a 24 de Janeiro de 2009 às 21:30
Acho que o mágico do momento está todo no fato. Grandes estilos musicais surgiram exactamente da escravatura....ainda assim não a devemos louvar.

beijo*

http://visserofelici.blogs.sapo.pt/


De A.Bruto a 26 de Janeiro de 2009 às 09:37
Pq? Pelo menos nao haveria desemprego e poderiamos ter, plo menos, mao de obra suficiente para os grandes empreendimentos de interesse nacional, tais como o Aeroporto do Montijo,o TGV ou o Mundial de 2018...
Obrigado pelo comentario e vai passando por cah ;)


De Flá a 26 de Janeiro de 2009 às 19:32
Eu sou uma menina com ideias politicas de direita, sou conservadora e nacionalista...mas defendo e defenderei sempre o trabalho remunerado e uma remuneração equivalente à carga horária , ao esforço físico ou intelectual necessários A escravidão nunca deve ser louvada...até porque poderia ter sido o oposto, os indivíduos de raça branca a serem escravizados. Isso nunca aconteceria por razão diversas, ainda assim fica mal louvar a escravatura .

Por falar em criar emprego, achei a iniciativa do "Engenheiro" Sócrates este fim-de-semana excelente. Qual a melhor forma de segurar a tenda onde se dá uma palestra/conferência de imprensa ? Meter 4 pessoas deitadas no chão a segurá-la. Ele está a dar o tudo por tudo para alcançar a meta que traçou quando era candidato. Há que criar emprego.

"Ele há com cada doidinho"


De A.Bruto a 26 de Janeiro de 2009 às 21:17
E quem é que serviria de "barómetro" ou de "fiel da balança" para contabilizar, por exemplo, o esforço intelectual? Não louvo a escravidão mas acredito que, por razões históricas, se essa mesma não tivesse existido hoje não poderia ouvir o Ray Charles ou ver o rabo da Beyoncé... Obviamente, saltei alguns episódios na cronologia, mas acho que a ideia era essa. Contudo, não deixa de ser interessante a ideia lançada. E se os africanos tivessem sido os colonizadores?
Quanto à ideia do senhor Engenheiro e Presidente do Conselho de Ministros, não sei o que se passou... 4 pessoas deitadas no cão??? Qué que se passou?


De Flá a 26 de Janeiro de 2009 às 22:54
Sou adepta de que tudo o que ocorreu na história serviu para alcançarmos o patamar onde nos encontramos hoje. Por exemplo, os direitos do Homem existem porque se reconhece que ao longo da história muitas coisas foram feitas contra a dignidade e integridade da raça humana. Nesse ponto estamos de acordo. Mas nem tudo deve ser louvado ou aplaudido (a escravatura, o holocausto, a inquisição, etc .).

Passou-se que o Sr. Primeiro Ministro não tinha meio de segurar uma tenda onde deu uma conferencia de imprensa (não tinha as pecinhas que prendem a tenda ao chão, peço desculpa pela ignorância mas não sei o nome desses ferrinhos )esta esteve segura graças a quatro senhores que se encontravam deitados no chão a segurá-la. Tentei arranjar-lhe a reportagem onde isso foi revelado mas não consegui (a reportagem foi transmitida ontem pela TVI) o melhor que lhe arranjei ainda foi um vídeo do discurso do Sr. a apresentar o novo IC32 onde se vê em pano de fundo o ondear da tenta (A tenda).
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Primeiro+Jornal/2009/1/josesocratesanuncianovoic32.htm


De A.Bruto a 27 de Janeiro de 2009 às 10:58
Voce esta a tratar.me por voce??? voce deixe-se disso!!!


De Flá a 27 de Janeiro de 2009 às 12:59
Sou, habitualmente, bastante cordial na forma como trato pessoas que não conheço principalmente se sei que têm uma idade mais avançada que a minha.

Deixo-me, portanto, disso.

Com os melhores e mais respeitosos cumprimentos,

A Princesa.



De A.Bruto a 27 de Janeiro de 2009 às 14:18
fdx, e ainda por cima chama-me de velho... isto ha com cada uma...


De A.Bruto a 27 de Janeiro de 2009 às 14:20
Ve mas eh o teu e-mail, jovem imberbe!


De Flá a 27 de Janeiro de 2009 às 21:22
"A escravidão nunca deve ser louvada...até porque poderia ter sido o oposto, os indivíduos de raça branca a serem escravizados. Isso nunca aconteceria por razão diversas, ainda assim fica mal louvar a escravatura . " Ao dizer isto referia-me, obviamente, à escravatura que mais se destacou e que teve uma maior implicação a nível mundial e histórico, a escravatura de negros.


De Rosa Y Casaco a 27 de Janeiro de 2009 às 17:57
Peço desculpa mas tenho mesmo que intervir num assunto que me diz respeito. Antes de mais, é inegável o contributo das minorias étnicas deslocadas na criação de estilos e géneros na popular music. Recomendo vivamente à Princesa a leitura do livro Pop Music and the Blues (Gollancz, 1972), da autoria de Richard Middleton. Mais recentemente, o mesmo autor incluiu um capítulo intitulado Through a Mask Darkly no seu livro Voicing the Popular: On the subjects of Popular Music (Routledge 2006: 37-90) no qual aborda precisamente a questão da etnicidade no campo da popular music. Conhecendo Augusto Bruto como conheço, posso assegurar que esse post não é, de forma alguma, uma promoção da escravatura enquanto potencial criativo de minorias. Outro ponto a salientar é que, naquilo que conheço, muito poucos géneros musicais devem a sua génese especificamente à escravatura e são práticas musicais que a Princesa desconhece, por certo. A prática do Tambu em Curaçao, por exemplo. Agora, se por escravatura a Princesa entende a mistura entre classe, género e etnicidade (!!!), só posso concordar com ela. Esse sincretismo foi responsável pela emergência de diversas tipologias na popular music, as quais dominaram o mercado discográfico cerca de um século. Por outro lado, a perspectiva evolucionista da História apresentada pela Princesa é completamente inaceitável. Aconselho a leitura de L'Ecriture de l'histoire da autoria de Michel de Certeau (Gallimard, 2002 - reedição). A barbárie não deve ser considerada inevitável no percurso unilinear para atingir o ápice da Criação na sociedade actual. Termino agradecendo sinceramente o alerta da Princesa para não louvarmos a escravatura. Acho isso um comentário muito sábio e nada pueril ao qual irei recorrer sempre que algum dilema assolar a minha consciência enquanto ouço Lightning Hopkins.


De Flá a 27 de Janeiro de 2009 às 21:35
Gostaria, desde já agradecer as recomendações para leitura, assim que poder, tentarei, seguramente, ler cada uma das obras recomendadas, uma vez que se trata de uma área pela qual nutro algum interesse e na qual não sou fluente, admito.
A declaração Universal dos Direitos do Homem, assinada a 10 de Dezembro de 1948, diz no seu Preâmbulo entre outras coisas o seguinte: “Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta aspiração do homem”. Desta citação conclui-se, com relativa facilidade, que actos de barbárie estão na base da criação e assinatura da declaração acima referida, não com um papel exclusivo, mas com um de elevada relevância. O artigo 9º da mesma declaração (“Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado”) é apenas um exemplo do quão importante ela é, e, se não fosse a consciencialização da gravidade da barbárie nunca teria sido laborado algo que actualmente é de extrema importância a nível mundial. Obvio que seria muito mais bonito se assim não fosse, mas, a verdade, é que a humanidade só reconhece erros e trilha formas de evitar a reincidência dos mesmos depois destes terem sido cometidos de forma agravada e, sem meio possível de serem concertados. A beleza estaria em não terem sido ceifadas vidas humanas ou não terem sido violadas as normas da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que hoje existem graças ao reconhecimento da gravidade de actos do passado. “A barbárie não deve ser considerada inevitável no percurso unilinear para atingir o ápice da Criação na sociedade actual”, mas, infelizmente, talvez o seja. Não nos devemos esquecer que também a ciência e a tecnologia têm avanços astronómicos à conta de fenómenos bélicos.
Escravatura, diz o dicionário é: “1 comércio de escravos; 2estado ou condição de escravo, escravidão; 3 sujeição”. A minha definição de escravatura coincide com a do dicionário, sendo que a de escravo coincide de igual modo com a do dicionário (“1 aquele que vive em absoluta dependência de alguém; 2 pessoa privada de liberdade e submetida a um poder 2absoluto; 3 pessoa cuja acção é dependente de algo; 4 pessoa que trabalha em excesso”). Não tenho uma visão embelezada ou retraída da escravatura ou do que resultou dela. A escravatura moveu certos países à prosperidade do mesmo modo que moveu a génese de certos estilos musicais (embora, nem sempre de forma exclusiva). Reduzir a escravatura a géneros musicas que resultaram dela ou a que ela deu um empurrãozinho é na minha opinião um erro demasiado grave, principalmente, devido à falta de sentido humano que isso demonstrará.
Haverá, certamente, loucos que louvam a escravatura da mesma forma que negam a evidência histórica da existência do holocausto. É sempre bom lembrar.


De Rosa Y Casaco a 27 de Janeiro de 2009 às 22:49
Antes de mais, acho necessário reparar na data da Declaração Universal dos Direitos do Homem e quem eram, à época, os membros da instituição que os aprovou. É claro que é uma criação ocidental e etnocêntrica resultante de uma tendência universalizante do chamado Iluminismo. Neste ponto aconselho a leitura do livro de Michael Freeman Human Rights: An Interdisciplinary Approach (Polity Press, 2002). Se ler a maioria dos textos associados a ONG's na actualidade ainda encontrará uma distinção entre "povos civilizados" e "os outros". Ora, essa visão binária e ocidentalizante de um planeta cheio de diversidades e culturas é apenas uma forma de discurso que tenta perpetuar a hegemonia ocidental pela apresentação dos povos que não cumprem essa carta como bárbaros e incivilizados. Recomendo a leitura de Orientalismo, de Edward Said (Cotovia, 2004).

Por outro lado, continuo a não aceitar a ideia de que a "ciência e a tecnologia têm avanços astronómicos à conta de fenómenos bélicos". Os "fenómenos bélicos" (ou "guerras", como eu prefiro chamar-lhes) nem sempre são impulsionadores de tecnologia. Continuo a denunciar uma perpectiva ocidentalizante em relação a esses fenómenos que ignoram grande parte da História do mundo "não-ocidental". Uma perspectiva evolucionista permeia todo o seu discurso e, sinceramente, acho que não adianta insistir mais nesse ponto até empreender algumas leituras sobre esse tema. Ver o livro de Mark Francis: Herbert Spencer and the Invention of Modern Life (Acumen, 2007).

Quanto à escravatura, só posso concordar com a definição. Contudo, em momento algum a escravatura foi apontada apenas como génese de estilos musicais. Não compreendo como é que uma questão tão complexa pode ser reduzida a tamanha e bárbara insignificância. Neste ponto, recomendo vivamente a obra de Paul Gillroy The Black Atlantic: Modernity and Double Consciousness (Harvard University Press, 1995). Destaco, igualmente, a obra de Frantz Fanon Peau Noire masques blancs (Seuil, 1971 reedição).

Quanto à "falta de sentido humano" só posso dizer: Wake up and smell the coffee! A visão antropocêntrica da cultura tem sido questionada desde os anos 40 por alguns dos mais destacados pensadores ocidentais (e reforço ocidentais). Quanto a isso, terei que recomendar a introdução de Eduardo Lourenço ao livro de Michel Foucault intitulado As palavras e as coisas (Edições 70, 2002 - reedição).

Em relação ao Holocausto, era bom que as pessoas que se lembram dele se lembrassem igualmente do processo de formação do estado de Israel desde os acordos de 1916 da Sociedade das Nações. Numa nota mais generalista, recomendo a leitura da obra de Jenny Edkins Trauma and the Memory of Politics (Cambridge University Press, 2003).


De A.Bruto a 28 de Janeiro de 2009 às 09:34
Arranjem um quarto!


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